Juliano Gauche conversa com o Estadão sobre Afastamento

Foto de capa: Haroldo Saboia/Divulgação.
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Firme na divulgação de Afastamento (2018), seu impressionante terceiro disco solo, Juliano Gauche ontem (15) esteve nos estúdios do jornal Estadão, em São Paulo, para uma entrevista com o repórter Pedro Antunes.

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“O afastamento no caso aqui tá da postura em relação a tudo isso que é colocado dentro do sistema. Eu acho que aí entra um pouco do gauche, que sempre quando me perguntavam lá atrás, ‘Ah, o gauche é de esquerda?’, eu dizia: ‘É, mas esquerda moral’”, esclarece Juliano sobre o conceito por trás desse processo de afastamento. “É um raciocínio de esquerda que vem de negar essa influência política que as religiões têm, por exemplo. Quando você já começa a pensar de uma forma que automaticamente já nega esses raciocínios, aí você vai gerando uma esquerda natural, uma esquerda que vai contrariando mais harmonicamente assim… E afastamento seria nesse sentido, de ir para esse lugar.”

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Ao longo de sua conversa com Antunes, os assuntos giraram em torno da linha evolutiva de seus trabalhos, o fechamento de uma trilogia, o estabelecimento de um repertório, as diferenças entre o processo criativo de seus trabalhos, o cunho narrativo de suas canções e mais.

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Além da entrevista, Gauche também tocou belas versões acústicas de canções do álbum durante a sua participação no programa Estadão + Música. As faixas escolhidas foram a intensa “Dos Cachorros Sisudos”, o single “Pedaço de Mim”, a melancólica “Dos Dois” e a avassaladora “Silmar Saraiva”.

Veja:

Humanifesta

Mesmo ocupado com a promoção de Afastamento, Gauche também está envolvido com a produção do novo disco do cantor e compositor Gustavo Macacko. Intitulado Humanifesta, o disco será um esforço conceitual marcado por um conjunto de trilogias musicais com diversas participações especiais. Seu processo de gravação teve início nessa segunda-feira (13), em São Paulo.

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Gustavo Macacko (esq.), Klaus Sena e Juliano Gauche na primeira sessão de gravação de Humanifesta (Vitor Malheiros).

“O Macacko é um dos meus parceiros mais antigos. Ele foi um dos que me receberam em Vitória quando fui morar lá. Fizemos muita coisa juntos”, disse Juliano em recente entrevista sobre a época em que tocava no Solana e Macacko no Símios.

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Amigos de longa data, a ocasião marca a segunda vez em que os músicos trabalham juntos na gravação de um álbum. Além de comporem músicas em conjunto (como “Solto Por Nós” e “Tem Dias Que É Demais”), Juliano também foi o produtor de Macaco, Chiquinho e o Cavalo (2009), o primeiro trabalho solo de Gustavo.

Texto: João Depoli; Foto de capa: Haroldo Saboia/Divulgação.

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