Lucas Arruda inicia as gravações de seu novo projeto colaborativo

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Foto de capa: Victoria Saiani/Instagram.
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Mesmo ocupado como um dos membros da banda de apoio do cantor e compositor Silva—que segue até novembro na turnê nacional de seu novo disco, Brasileiro (2018)—, o talentoso multi-instrumentista Lucas Arruda não consegue pausar seus projetos, sobretudo o mais novo deles: Lucas Arruda Convida.

Leia mais: Silva exalta a beleza dos sons do país em Brasileiro, seu novo álbum de estúdio.

Contemplado com R$30.000,00 por um dos editais de música da Secretaria de Estado de Cultura do Espírito Santo (Secult), o projeto sucede os discos Sambadi (2013) e Solar (2015) e trata-se de um trabalho colaborativo em que três cantoras farão releituras de suas canções. O resultado dessas parcerias será devidamente registrado tanto em áudio (pelo estúdio Funky Pirata) quanto em vídeo (pela produtora Mirabólica).

Para dar início aos trabalhos, a primeira colaboração anunciada foi para a canção “Alma Nova”, de seu disco de estreia. A voz convidada para tal canção foi a de GAVI, que inclusive acaba de anunciar novas datas capixabas. “Quebrou tudo Gavi! Incrível ter você nesse projeto!”, comentou Arruda na publicação de agradecimento que a cantora fez em suas redes. “Tive a satisfação de estar nesse time pesado!”, encantou-se GAVI. “Ficou um escândalo de lindo!”

É importante ressaltar que essa não é a primeira parceria entre Arruda, GAVI, Funky Pirata e Mirabólica. No início de maio, esse time lançou a canção “Antídoto”, o mais recente single da cantora. Além dessa galera, o trabalho também contou com produção musical de Pipo Pegoraro, bateria de Negoleo, percussão de Edu Szajnbrum, assistência técnica de Alexandre Barcelos e Sebastian Duran como engenheiro de som.

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Carreira

Vindo de uma família musical, Lucas Arruda é um produtor musical e multi-instrumentalista invejável natural de Guaçuí, no interior do estado. Com dois belos discos em sua bagagem, não cansa de chamar atenção por onde passa. “Tem um cara do Espírito Santo que lançou um disco semana passada na Europa, e que deve sair no Brasil, que se chama Lucas Arruda. Essa é a grande novidade para mim. Ele é multi-instrumentista, jovem e tem uma competência absurda. Ele é a antítese dessa geração que está aí falando coisas em um discurso incompetente. O Lucas Arruda é brilhante, para mim, é o disco de 2013”, disse ninguém menos que o gigante Ed Motta sobre o cantor.

Sua música, no entanto, é curiosamente mais reconhecida no exterior do que por aqui. “Acho que para o tipo de música que venho produzindo o mercado está mais acolhedor lá fora do que aqui, no que se refere a gravadoras, rádios e etc”, suspeita o cantor, cujos lançamentos saíram pela gravadora francesa Favorite Recordings.

Seu trabalho é um belo passeio pelo soul, funk, jazz e blues. “Esse disco é muito influenciado pela fase dos anos 70 do João Donato, pelo Robson Jorge & Lincoln Olivetti e também pelo Marcos Valle, especialmente os discos dos anos 80. […] O Azymuth também é uma grande influência. […] Tem também influências do Steely Dan, Banda Black Rio e George Duke”, garante Lucas sobre os pilares de seu disco mais recente.

Além de suas parcerias com Silva e GAVI, Arruda também em breve estará em Voador, o segundo álbum do cantor e compositor André Prando.

Texto: João Depoli; Foto de capa: Victoria Saiani/Instagram.

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