Primeira playlist do Inferno Santo reúne nove canções psicodélicas de artistas como André Prando, The Muddy Brothers, My Magical Glowing Lens e mais

Sol Na Cabeça – “Deus Me Livre de Ser Normal”

Direto de Colatina, o Sol Na Cabeça é uma banda que surgiu no ano passado com o lançamento do álbum Beira Rio, Beira Mundo, Beira Mar. A canção escolhida é a quinta do disco e seu nome já diz tudo: uma satírica suplica para não ser apenas mais um.

Izar – “Vivo”

Com poderosos riffs de guitarra e vários questionamentos sobre ideologias, hipocrisias, egos e verdades, “Vivo” é a canção que encerra O Amor, A Escuridão E A Esperança, trabalho de estreia do cantor e compositor Izar.

Cainã e a Vizinhança do Espelho – “Mirante”

Presente no belo O Último Disco do Ano, “Mirante” foi a primeira composição em conjunto do grupo Cainã e a Vizinhança do Espelho. “Acho que é uma música que mora no meu coração. A sonoridade dela me agrada muito. É difícil você às vezes pensar numa coisa e conseguir gravar, […] mas essa pra mim está 101% como estava na minha cabeça,” garantiu Cainã Morellato (voz e guitarra).

The Devils – “The Blondie Hangover & The Cockroach”

Talvez nem tão psicodélica assim, mas “The Blondie Hangover & The Cockroach” merece crédito por não ser o tipo de música que você espera ouvir num disco de metal — sobretudo em sua estreia. Nela, o grupo The Devils vai na contramão de si mesmo com um interessante e rápido instrumental acústico e medieval, que serve como uma espécie de interlúdio para nossa próxima escolha.

My Magical Glowing Lens – “Sideral”

“Sideral” deve ser uma das melhores canções já feitas por Gabriela Deptulski.  É a primeira faixa do disco Cosmos (2017) e, em seus quatro minutos e meio, transporta o ouvinte a uma viagem espacial repleta de flanger, fuzz, ambientação e ritmo — o melhor tipo convite ao trabalho da banda My Magical Glowing Lens.

Juliano Gauche – “O Clarão”

Presente no segundo disco solo de Juliano Gauche (cabe lembrar que o cantor e compositor acabou de lançar seu terceiro trabalho), “O Clarão” é uma das canções mais fantasmagóricas e angustiantes que ele já compôs. Simplesmente fenomenal.

Fepaschoal – “Contém Glúten”

Batidas dançantes e muito fuzz embalam a divertida e funkeada “Contém Glúten”, canção de abertura do disco O Canto do Urbanóide Parte I (2016), do músico Fepaschoal. “A letra surgiu a partir de um haikai que escrevi, inspirado no meme ‘Mamãe, no céu tem pão?’ e no grande ponto de interrogação acerca dos alimentos industrializados,” disse o cantor e compositor na época do lançamento do single, que em breve também se tornará um videoclipe.

The Muddy Brothers – “Facing The Sky (Backwards)”

Responsável por dar nome ao último lançamento da banda The Muddy Brothers, “Facing The Sky (Backwards)” é uma das músicas mais instigantes que o trio já produziu. Com quase seis minutos de duração, ela passeia por extremos, com alguns delicados trechos guiados pela quase sussurrada voz de João Lucas e outros repletos de camadas de riffs distorcidos e teclados floydianos.

André Prando – “Vestido Cor Maça”

Batida leve, riffs com delay reverso e uma melodia incrível, essa é “Vestido Cor Maça”, penúltima música de Estranho Sutil (2015), o disco de estreia de André Prando. Composta por Augusto Debbané, ela é aquele tipo de canção que te alegra, te entristece e que você canta até expulsar todo o oxigênio guardado em seus pulmões. Uma daquelas músicas que te fazem sentir vivo, um clássico instantâneo.

Texto: João Depoli; Foto de capa: Reprodução/YouTube.

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